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AS 5 PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS DAS PESSOAS CRIATIVAS

Inovar é criar algo diferente do que já existe, mesmo que seja uma mínima mudança no modo como fazemos alguma coisa. E para criar algo que não existe é preciso ser capaz de imaginar esse algo, ou seja, produzir a imagem mental do que vai ser criado.

Veja as 5 principais características das pessoas criativas, que estão liberando todo o seu potencial para imaginar, criar e inovar:

1. Elas misturam a sua curiosidade com os seus conhecimentos

Se você pesquisar sobre a história das invenções, inovações ou criação de novos produtos e serviços, poderá constatar que, na grande maioria das vezes, o inventor misturou a sua curiosidade com o seu conhecimento, tornando-se capaz de criar a imagem daquilo que se tornaria a sua invenção inovadora.

Tomemos, a título de ilustração, o forno de microondas. Segundo a história – que você pode pesquisar em diversos sites e que vou contar aqui muito resumidamente – o inventor foi o engenheiro electrotécnico Percy L. Spencer, que trabalhava na fabricação de radares de emissão de microondas. Essas microondas começaram a ser utilizadas em radares com o objetivo de detectar aviões inimigos durante a Segunda Guerra Mundial.

Em um determinado dia, Spencer levava uma barra de chocolate no bolso, que derreteu com o calor. Com isso, teve a ideia de criar um aparelho que fosse capaz de aquecer alimentos. Após diversos testes experimentais, obteve, em 1946, a primeira patente para uso das microondas na culinária.

Como engenheiro, ele combinou a sua curiosidade com os seus conhecimentos sobre o assunto para idear (ou imaginar) o primeiro forno de microondas após refletir sobre como um alimento muda de estado depois de aquecido, por exemplo.

Pessoas criativas estão sempre observando a realidade, refletindo e criando conexões entre aquilo que experimentam na prática e seus conhecimentos teóricos. Elas são curiosas, estão sempre aprendendo e usando os seus conhecimentos para imaginar uma realidade que ainda não existe.

2. Desenvolvem a capacidade de imaginar e liberam o potencial criativo

Agora voltemos ao século XII, ano 1.150, só como exemplo. Naquela época, as microondas e todos os demais elementos necessários para a criação e materialização desse aparelho – o forno de microondas –  já existiam (na verdade, sempre existiram, desde que o mundo é mundo). Porém, a capacidade humana para imaginar e, portanto, criar um aparelho como esse era apenas uma possibilidade, um potencial. Bem sabemos que, para usufruirmos do potencial criativo que temos, precisamos nos aperfeiçoar, nos capacitar. Estou usando esse exemplo para evidenciar que, se a sua mente é capaz de imaginar, você já pode criar, desde que tenha conhecimentos para isto. Conhecimento é poder realizar.

Repare que uma ideia, imagem mental, invenção ou inovação, abre infinitas possibilidades para a criação de outras ideias, imagens e inovações, sucessivamente. Temos um potencial infinito para idear ou imaginar coisas novas quando mantemos nossas mentes curiosas, abertas e interessadas em produzir novos conhecimentos em vez de ficarmos parados, apenas consumindo o que já existe em termos de conhecimentos, produtos ou serviços. O inverso é também verdadeiro: quanto mais achamos que já sabemos, mais nossa mente se fecha e mais estreita fica a nossa visão. E com esse comportamento passivo, o nosso potencial criativo não é liberado.

3. Estão sempre em busca de novos conhecimentos, conectando aqueles que já têm com os que estão construindo por meio de novas experiências, novos desafios e muita leitura.

Agora, depois de imaginado e materializado o aparelho de microondas, todos nós podemos imaginá-lo facilmente, simplesmente porque já o conhecemos.

Para que sejamos capazes de criar imagens ou imaginar aquilo que ainda não conseguimos ver no espaço físico, precisamos expandir nosso horizonte mental. Precisamos dar, à nossa imaginação, um movimento ativo, inteligente e criativo, permitindo que novos conhecimentos “entrem” constantemente e se combinem com os já existentes, criando outros conhecimentos mais. Esse movimento permite enxergar novas formas de viver as nossas vidas e de fazer as coisas.

E o que fazer para obter novos conhecimentos? Viver experiências diferentes; enfrentar desafios com coragem e uma mentalidade aberta ao novo, sem preconceitos; rever e ampliar aqueles conhecimentos e crenças que não servem mais; quebrar padrões e paradigmas que limitam e até impedem que façamos descobertas realmente frutíferas e enriquecedoras; permitir a reciclagem de tudo o que já está internalizado como verdade absoluta (crenças arraigadas); estar realmente aberto às críticas; tornar-se crítico diante do que vê, lê, ouve, vive e sente; ler tudo o que tenha a ver com o assunto que quer realmente saber; ler sobre assuntos diversos e conectá-los com os demais. Enfim, ter uma atitude disruptiva com tudo o que está dentro e fora de você em vez de simplesmente aceitar as coisas como elas são ou acatar tudo como verdade absoluta.

Não “enxergamos” o que não conhecemos. Não é o “olho físico” que interpreta as coisas, ele apenas capta a imagem do ambiente e a “leva” para o cérebro. O cérebro é responsável por buscar, na mente, os conhecimentos que serão capazes de “informar” àquele que vê, para que este faça as suas interpretações criando, conectando, recriando, reconectando, enfim, proporcionando um movimento que expande o espaço mental e, com isso, os seus horizontes. Saiba que, quanto mais você racionaliza, menos cria. Por isso as crianças são tão criativas, elas são intuitivas.

4. São destemidos e, por isso mesmo, se arremessam para fora de suas zonas de conforto.

Você já deve saber que zonas de conforto são perigosas e altamente nocivas para a sua criatividade, certo?

Então, se você quer ser criativo, precisará criar o hábito de não se deixar engolir pelo dia a dia, pela rotina que paralisa as engrenagens criativas da sua mente e, portanto, da sua vida.

Não se preocupe, você não está sozinho. Afinal, quem gosta de desconforto? Quem gosta de fazer o que não quer fazer? Quem tem vontade de fazer o que não gosta? Quem não se sente desconfortável com o que ainda não sabe?

Mas pense por um instante: como vai aprender a gostar de ler, por exemplo, se não fizer um esforço para estar desconfortável com essa nova atividade até que passe a gostar? Como poderá ser criativo se não tem, em sua mente, conhecimentos suficientes para que sejam combinados e conectados entre si para dar vida a uma nova ideia, uma imagem diferente?  Como poderá aproveitar novas oportunidades se não pode enxergá-las?

Enfim, não há mágica. E essa história de que pessoas criativas já nascem criativas é irreal, todos temos o potencial da criatividade. Não espere a vontade de sair da sua zona de conforto chegar. Ela não vai chegar. Se você não quiser “pagar o preço” para ser capaz de liberar o seu potencial criativo, passará a vida toda recebendo pronto e mastigadinho tudo aquilo que você poderia fazer por você mesmo. A escolha é sua. Por que você acha que as pessoas criativas são destemidas? Se fosse fácil estar desconfortável, quem não estaria, sabendo o quanto uma rotina é nociva para o crescimento das pessoas?

5. Elas não têm medo de fracassar, errar, correr riscos e quebrar regras. Elas se divertem com isso!

Você já observou uma criança brincando? Aprendendo a caminhar, falar? Qual é o comportamento habitual de uma criança saudável? Naturalidade. Elas não têm medo de nada. Elas não sabem o que é fracasso ou sucesso. Não sabem o que é erro. Simplesmente avançam em direção ao objetivo, entre tentativas e erros, até conseguirem o que querem. Elas se divertem.

Por que temos que complicar tanto as coisas? Por que temos tanto medo de fracassar? De errar? Por que temos tanto medo do que vão dizer os outros?

Se conseguirmos romper com essas amarras, com certeza, experimentaremos a leveza de tentar, aprender, crescer, criar, imaginar, enfim, de simplesmente viver a vida.

Seremos mais naturais e, desta forma, estaremos muito mais abertos às inovações e mais aptos para criar novas formas de pensar sobre tudo.

Há uma profunda diferença entre alguém que rompe as regras e alguém que não aceita as regras. Um é um transgressor, o outro um revolucionário. (John Cuber)

Por
Márcia Tiergarten

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"Nossa vida é o subproduto de um contexto histórico-cultural. E o contexto atual é permeado pela lógica do lucro que maquia a realidade para que não possamos vê-la, facilmente."

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