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Veja neste artigo os 10 principais benefícios do autoconhecimento, as limitações impostas a si mesmo por quem não se conhece e 5 dicas de exercícios que ajudam a descobrir quem somos.


Os 10 principais benefícios do autoconhecimento

São inúmeros os pesquisadores e profissionais envolvidos com temas que abrangem o  desenvolvimento humano que acreditam que o autoconhecimento é crucial para o nosso crescimento, seja na área que for.

É unânime a ideia de que o autoconhecimento traz vários benefícios. Vejamos dez deles:

  1. aumentar o autocontrole e a autoconfiança
  2. ampliar a visão sobre si mesmo
  3. saber o que quer e também o que não quer
  4. poder fazer escolhas que estejam mais congruentes com o que se quer viver ou ser
  5. saber priorizar o que é realmente importante para si mesmo
  6. dar um sentido real para a vida que faça sentido para si mesmo e não apenas para agradar, ser aceito ou aprovado pelos outros
  7. ter um objetivo na vida e estar sempre motivado para conquistar o que quer
  8. descobrir o seu propósito e direcionar estrategicamente as ações para a concretização dele
  9. ter o poder de mudar a si mesmo porque mudanças intencionais só ocorrem por meio do autoconhecimento
  10. estar atento ao que se passa consigo mesmo.

São muitos benefícios, não é mesmo? Então, por qual motivo ainda hoje não temos, por exemplo, disciplinas acadêmicas realmente eficazes que nos ensinem ou promovam o autoconhecimento desde a nossa infância?

São realmente raras as pessoas que investem tempo para refletir sobre si mesmas, para descobrir quem são, aonde querem estar ou o que querem fazer no futuro.

As limitações de quem não se conhece

Para mim, a principal desvantagem de quem não investe tempo e não se esforça para se conhecer melhor é não saber exatamente o que quer. Não sabendo o que quer acaba se perdendo no meio de uma multidão que também não sabe, arrastada para lá e para cá, movida por discursos manipuladores que vêm de todos os lados.

Quem não tem a mínima ideia de quem é não consegue dar à vida um sentido, vive sem norte, sem direção e, portanto, sem identidade própria.

O sentido da vida está intimamente ligado à realização de um propósito que exija de si mesmo habilidades e talentos inatos ou desenvolvidos. Quem não conhece a si mesmo também não conhece o propósito da sua vida, nem as suas qualidades ou talentos, para se colocar à serviço desse propósito.

A vida vivida desta maneira fica circunscrita ao pequeno espaço que a própria ignorância cria como sendo a única realidade possível. Quem se conhece pode criar possibilidades ilimitadas.

A escolha é e será sempre do indivíduo: esforçar-se na árdua e nobre tarefa sem fim de se conhecer e ampliar contínua e infinitamente a própria vida com uma identidade definida ou abdicar de si mesmo trilhando o caminho mais fácil seguindo as massas e infiltrando-se na multidão anônima que não tem identidade e é manipulada e controlada por outros.

Seu currículo não diz quem você é

É comum confundirmos quem somos com o que fazemos na vida profissional. Fica parecendo que tudo o que fazemos tem a ver com o aspecto profissional. Precisamos acordar desse estado de dormência e refletir com sensatez sobre isso. Não somos apenas professores, advogados, policiais, médicos ou executivos. Somos muito mais do que isso.

Geralmente, quando pergunto a alguém: – Quem é você? – a resposta é: Fulano de Tal, ou seja, o nome da pessoa. É uma resposta sensata, mas é incompleta, a não ser que você seja alguém como Sócrates, por exemplo, afinal todos sabem quem foi e é Sócrates.

Se insisto na pergunta: – Quem é você? – a resposta mais comum é: – Sou dentista. (Alguma profissão).  Aí eu digo: Ah, sim. Você é um dentista na vida profissional. Mas você não é só dentista, você é mais do que isso. A vida tem mais do que apenas o aspecto profissional, certo?  

Então, se insisto mais um pouco, a resposta que vem em seguida, normalmente é, por exemplo: sou casado e tenho dois filhos. Eu continuo falando que você não é o seu estado civil e é muito mais do que pai. Quem é você?

O que acontece, na maioria dos casos? A resposta não vem. É muito difícil responder a essa pergunta porque não sabemos quem somos e raramente nos esforçamos para descobrir. Nós somos os nossos pensamentos, ações, ideias, crenças, escolhas.

A nossa cabeça está tão cheia de paradigmas da mente coletiva que já não pensamos por nós mesmos. Estamos tão cheios de rótulos que não sabemos mais qual conteúdo há em nós. Estamos tão ocupados para sobreviver que não sobra tempo para viver. Estamos tão sobrecarregados de compromissos que não temos tempo para o compromisso mais importante: descobrir quem somos, o que é essencial para nós, o que e para quê queremos viver.

Muitos me procuram para que eu os ajude a encontrar mais satisfação na vida profissional, na carreira, mas não sabem o que querem. E sabe por que não sabem o que querem? Porque não sabem quem são.

5 dicas para o autoconhecimento

A cultura que temos nos faz olhar para fora o tempo todo. Nos remete ao que acontece no exterior de nós, por isso raramente fazemos uma pausa para olharmos exclusivamente para dentro de nós.

Sugiro que você pense demoradamente sobre o assunto. Mas que pense por você mesmo em vez de seguir cega e automaticamente os paradigmas preestabelecidos. Você não é um autômato! Isso já é uma pista. Das boas!

Exercite uma definição de si mesmo a partir do processo de autoconhecimento.

Olha o que mais você pode fazer:

  1. Faça listas: seus defeitos e qualidades; momentos (os bons e os não bons) que marcaram a sua vida; as coisas que gosta e as que não gosta de fazer; suas prioridades; aquilo que você não abre mão de jeito algum e aquilo que você poderia ficar sem; o que você já realizou e o que ainda quer realizar; etc.
  2. Tudo o que fazemos depende de uma crença qualquer, por isso é muito importante identificar suas crenças. Uma boa maneira de fazer isso é se perguntando por quê? Exemplo: como você acha que deve gastar o dinheiro que ganha? Digamos que você responda: eu devo gastar apenas com o que preciso realmente e guardar o resto. Pergunte-se: por quê? A resposta que vem a seguir é a sua crença, ou seja, aquilo que você acredita ser a verdade sobre dinheiro. Identifique o máximo de crenças que puder. Temos milhares delas em nossa mente inconsciente e quando identificamos podemos trazê-las para a mente consciente e, além de nos conhecer um pouco mais, podemos mudá-las se forem limitantes.
  3. Descubra seus medos, limitações e inseguranças.
  4. Questione-se: por que estou sentindo isso? Por que agi assim? Por que reagi assim? Por que disse aquilo? E não tenha medo de responder. Seja autêntico com você mesmo.
  5. Faça anotações sobre tudo o que descobrir. Pode ter um diário sobre você.

No início é bem difícil porque, como eu já disse, não estamos acostumados a olhar para dentro ou separar um tempo para pensar em nós. Mas, gradualmente, esse exercício torna-se um hábito.

Quanto mais você se conhecer, mais dono de sua vida será.

Por
Márcia Tiergarten

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