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SÓ HÁ DUAS OPÇÕES: VENCER OU MORRER

Conta-se que um general norte-americano teria ordenado que queimassem uma determinada ponte depois que o seu exército passou por ela e entrou no território inimigo. O inimigo tinha uma tropa três vezes maior que a sua. Por que ele fez isso? Ele sabia que, se a ponte estivesse ali, na primeira dificuldade, a maioria do exército iria em direção à ponte, fugindo da luta. Ele, certamente, conhecia a condição mental e emocional que é comum em grande parte de nós: medo e fraqueza.

Uma outra história de grandes guerras e combates é a famosa travessia do Canal da Mancha comandada por Julio César. Logo após ter atravessado o Canal, diz-se que ele teria mandado incendiar todos os navios. Seu objetivo era o mesmo: eliminar a única possibilidade de recuar. Depois de queimados os navios, os soldados foram obrigados a assumir a velha sentença: “temos duas opções: vencer ou morrer!”

A escolha é sua.

Trago esses dois fragmentos de relatos famosos, de maneira muito abreviada e superficial, apenas para ilustrar e provocar uma reflexão acerca das escolhas que, muitas vezes, precisamos fazer na nossa vida. Essas escolhas são difíceis e têm a ver com a coragem de fazer o que precisamos fazer se quisermos mesmo avançar em direção ao nosso propósito de vida.

Iniciei minha trajetória profissional há trinta e cinco anos numa agência bancária. Naquela época, as agências eram enormes, com centenas de funcionários. O salário era muito bom e os benefícios eram melhores ainda. Dois anos depois eu precisava decidir: garantir aquele excelente emprego com as suas ótimas vantagens ou seguir a minha intuição de que eu poderia fazer mais, aprender mais, crescer mais. Escolhi sair, sem perspectiva alguma, seguindo a minha intuição. Fui alvo de muitas críticas. Todas elas infestadas de paradigmas sobre estabilidade, bom emprego, ótimo salário, benefícios, status. De acordo com o padrão de pensamento, não importava a minha vontade de crescer e aprender algo novo e diferente. Não importavam os meus valores, se eu estava feliz ou não. O que importava mesmo era o status, o salário e a estabilidade. 

O que é melhor: o tédio ou o desconforto de mudar?

Se quisermos mesmo fazer aquilo que queremos fazer, precisamos enfrentar qualquer obstáculo. Desde as inúmeras críticas e julgamentos das pessoas até o medo de estar fazendo uma escolha “errada”. Precisamos saber passar pelo desconforto causado pelo natural processo de aprendizagem que desestabiliza e, por isso mesmo, faz sofrer. E essa é a guerra que precisamos encarar e vencer, em toda a trajetória!

Primeiro, precisamos vencer a paralisia provocada pelo medo da batalha e, depois, a enorme tentação de voltar atrás. A minha coragem de seguir em frente vem  da certeza de que o processo de crescimento, mesmo sendo difícil e inquietante, é o que me faz feliz. A rotina, o conservadorismo ou a mesmice me entediam. Amo saber mais e, para saber mais, não há outro caminho que não seja o desconforto, a incerteza, as intermináveis horas de estudo, as experiências novas que nos põe em contato com o risco iminente do erro e do fracasso. Aliás, sem o fracasso, não há o sucesso. Sem o erro, não há o acerto.

Ser destemida e corajosa não tem a ver com falta de medo. Tem a ver com prosseguir, apesar do medo. Tem a ver com o enfrentamento do desconforto. 

Não fique paralisado pelo medo – mova-se!

Uma maneira eficaz para avançar é descobrir o seu propósito de vida.

Ter um propósito é dar à vida uma direção. Quando temos um propósito, podemos fazer escolhas congruentes com o que queremos. Além disso, tomamos uma consciência mais acertada sobre quem somos, com o que contribuímos, porque e para que temos os talentos que temos.

Mas, não fique demasiado preocupado se não encontrou ainda o seu propósito. Relaxe e reflita sobre as questões abaixo. Certamente, você encontrará, pelo menos, aquilo que se aproxima muito do seu verdadeiro propósito:

  • O que você realmente ama fazer?
  • Como se sente com o que faz hoje?
  • Com o que e como gosta de contribuir?
  • Quais são os seus talentos ou aptidões? Quando, como e para que os usa?
  • De que forma se sente mais próximo ao que você é, verdadeiramente?

Depois disso, avance em direção ao seu propósito e queime as pontes com a coragem e a determinação de quem sabe para onde vai.

Por
Márcia Tiergarten

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